A filha de Cleriston Pereira da Cunha, conhecido como “Clezão”, apresentou denúncia ao relator especial para liberdade de expressão da Organização dos Estados Americanos (OEA), Pedro Vaca Villarreal, sobre a morte de seu pai na Penitenciária da Papuda, em Brasília.
Durante encontro realizado ontem (11), Luíza Cunha relatou que seu pai foi “torturado” e morreu após permanecer detido por suspeita de envolvimento nos ataques de 8 de janeiro de 2023. Segundo a família, o ministro Alexandre de Moraes teria ignorado laudos médicos e recomendações para soltura, incluindo parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Cleriston faleceu em 20 de novembro de 2023 após passar mal durante o banho de sol na penitenciária, não resistindo às tentativas de reanimação. A família alega que ele não participou dos ataques, tendo entrado no Congresso Nacional apenas para se proteger de bombas lançadas pelas forças de segurança.
“Meu pai não é criminoso. É um homem íntegro, bondoso e exemplo de brasileiro”, declarou Luíza em espanhol ao representante da OEA, solicitando que a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) investigue o caso. Villarreal, que está em Brasília avaliando a situação da liberdade de expressão no Brasil, expressou condolências à família.