Nesta quarta-feira (12), o bilionário Elon Musk, atualmente chefe do Departamento de Eficiência Governamental (Doge) no governo de Donald Trump, afirmou que o “deep state” dos Estados Unidos financiou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022. A declaração foi feita em resposta a uma publicação do senador republicano Mike Lee, que havia se reunido com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em Washington, D.C.
O termo “deep state” é utilizado para se referir a uma suposta rede de agentes governamentais que operam independentemente dos líderes eleitos, influenciando políticas e eventos nacionais e internacionais. Musk não apresentou documentos ou provas que confirmem sua afirmação.
A acusação de Musk se alinha a declarações de setores da direita brasileira que mencionam a possibilidade de interferência dos EUA nas eleições de 2022. Essas alegações incluem a suposição de que a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAid) teria financiado uma suposta “fraude eleitoral” contra Bolsonaro.
A USAid, criada durante o governo do presidente John F. Kennedy, opera em parceria com ONGs, entidades internacionais e governos nacionais em projetos variados. Em 2023, a agência fez doações a 130 países no valor de US$ 40 bilhões, equivalente a 1% do orçamento dos EUA.
Após assumir a presidência em 20 de janeiro de 2025, Donald Trump determinou o congelamento dos investimentos da USAid por 90 dias e questionou publicamente o papel da entidade. Musk e Trump manifestaram intenção de revisar as operações da agência.
A declaração de Musk ocorre em meio a movimentações políticas nos EUA e no Brasil, com figuras da direita brasileira dialogando com aliados de Trump sobre as eleições brasileiras. Até o momento, não há registros oficiais que confirmem as alegações.