Nova decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, provocou indignação ao anular provas contra Antônio Palocci nas investigações da Lava Jato, alegando “parcialidade” do Ministério Público Federal.
O ex-ministro havia detalhado à Polícia Federal, há menos de sete anos, como funcionava o esquema de propinas envolvendo Lula (PT). Segundo a Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder, Palocci confessou ter sido portador de valores ilícitos “cerca de oito a nove vezes”, transportando dinheiro escondido em caixas de celular e de uísque.
Em seu depoimento, agora invalidado, Palocci caracterizou a relação entre Lula e a Odebrecht como um “pacto de sangue”, citando benefícios como o sítio de Atibaia (SP). O ex-ministro também revelou que Lula teria recebido R$15 milhões relacionados à obra da hidrelétrica de Belo Monte e R$200 mil por palestra.
Com a decisão de Toffoli, todas essas provas foram anuladas, beneficiando diretamente Palocci e fortalecendo a situação jurídica de Lula, que segundo a coluna, celebrou a notícia e está “mais blindado que nunca”.