Maduro pede para Trump investigar suposta ligação de Biden com principal facção venezuelana

Ditador venezuelano pede que Trump investigue suposta ligação de Biden com grupo criminoso Tren de Aragua, sem apresentar provas.
Redação O Poder
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O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, sugeriu nesta quinta-feira (20) que o ex-presidente americano Joe Biden teria ligações com o grupo criminoso venezuelano Tren de Aragua e pediu para que o sucessor do democrata, Donald Trump, peça “relatórios” para investigar a conexão – da qual o tirano não apresentou provas.

 

“Eu respeitosamente digo ao presidente Donald Trump para solicitar os relatórios dos últimos quatro anos do FBI e da DEA [agência antidrogas dos Estados Unidos], dos escritórios na Colômbia, para que vocês possam ver, presidente Trump, quem financiou, quem movimentou, quem dirigiu o famoso Tren de Aragua, quem o levou para a Colômbia, quem o levou para os Estados Unidos”, declarou Maduro num ato de governo em Caracas, de acordo com informações da agência EFE.

O ditador da Venezuela alegou que a gangue “pretendia a partir da Colômbia, com laços profundos com a administração anterior” dos Estados Unidos, “trazer terrorismo” à Venezuela.

“Se algo pode ser dito sobre o terrorismo do Tren de Aragua, o extinto Tren de Aragua, é que eles queriam atacar as cidades do país com terrorismo e nós o impedimos com inteligência, com ação. Presidente Trump, peça esses relatórios para que você possa ver, digo isso com sinceridade e respeito, para que você possa ver a verdade sobre o famoso Tren de Aragua”, disse Maduro.

O ditador usou o termo “extinto” porque alega que o Tren de Aragua não opera mais na Venezuela. Nem a gestão Trump nem Biden se manifestaram ainda sobre o comentário de Maduro, cuja suposta ligação com o Tren de Aragua é denunciada há anos e investigada no Chile.

Durante a campanha presidencial nos Estados Unidos, Trump alertou sobre a presença do Tren de Aragua em vários estados americanos, e sua gestão informou no início deste mês que um grupo de migrantes que foi enviado para a base naval de Guantánamo, em Cuba, é composto por membros da gangue.

Entretanto, na semana passada, o ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello, negou que houvesse membros do Tren de Aragua em um grupo de venezuelanos deportados dos Estados Unidos dias antes.

Nesta semana, os Estados Unidos incluíram o Tren de Aragua, além de seis cartéis de drogas mexicanos e a gangue salvadorenha Mara Salvatrucha (MS-13), na sua lista de grupos terroristas.

Nesta quinta-feira, Maduro também se colocou à disposição para apresentar a Trump “informes” que comprovariam desvio de dinheiro da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid, na sigla em inglês) para opositores venezuelanos, acusação já feita pela Procuradoria-Geral do país (subserviente ao ditador) e negada pelos políticos citados.

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