O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou uma investigação para apurar possíveis irregularidades no concurso público realizado pela Câmara Municipal de Manaus (CMM) em 2024. Entre os fatos analisados, está a aprovação de dois parentes de um servidor do alto escalão da Casa Legislativa, o que pode representar conflito de interesses.
De acordo com as normas que regem concursos públicos, é proibida a participação de cônjuges e parentes de membros da comissão organizadora nas provas do certame. No entanto, o MPAM investiga se essa regra foi desrespeitada nas provas para os cargos de procurador e médico, funções para as quais o genro e a filha de um servidor da CMM foram aprovados.
As suspeitas sobre o concurso começaram ainda antes da aplicação das provas. Na época, chamou atenção o fato de o então presidente da Câmara, Caio André (União Brasil), ter contratado a banca organizadora Acesso sem realizar licitação. Além disso, a empresa foi selecionada para organizar o concurso sem que houvesse custo financeiro para a CMM, situação considerada atípica em processos dessa natureza.
Outro ponto investigado é a anulação da prova para o cargo de auditor de controle interno, após um malote contendo o exame ter sido violado antes da aplicação. Esse episódio reforçou as dúvidas sobre a lisura do processo seletivo.
Com a abertura da investigação, o MPAM busca esclarecer se houve manipulação ou qualquer tipo de favorecimento nos resultados do concurso, além de verificar possíveis irregularidades administrativas no processo de contratação da banca organizadora.
A Câmara Municipal de Manaus ainda não se pronunciou oficialmente sobre a investigação em andamento.
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