O ex-prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues (Psol), divulgou uma nota pública em resposta ao balanço apresentado pela gestão do atual prefeito, Igor Normando (MDB), sobre a situação financeira da Secretaria de Zeladoria e Conservação Urbana (Sezel). Segundo a Prefeitura, a administração de Edmilson teria deixado um passivo de R$ 284 milhões, valor contestado pelo ex-prefeito.
Edmilson afirma que não há registro de dívida milionária e que a transição entre as gestões ocorreu de forma transparente, com apresentação de contratos e pagamentos devidamente documentados e sem qualquer contestação formal da equipe de Igor Normando.
Na nota, Edmilson destaca que o contrato com a empresa Ciclus Amazônia, responsável pela limpeza urbana, foi resultado de uma licitação regular, acompanhada por órgãos de controle, incluindo o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). O ex-prefeito afirma que os pagamentos, no valor total de R$ 170 milhões, foram realizados em dia durante sua gestão.
A atual gestão também alegou que o valor mensal de R$ 30 milhões do contrato é incompatível com a capacidade de arrecadação da Prefeitura. Edmilson rebate, dizendo que essa tese já havia sido utilizada por concorrentes da licitação para tentar barrar o processo, mas foi rejeitada pela Justiça e pelos órgãos de controle.
Edmilson reforça que o contrato da Ciclus prevê uma série de serviços, incluindo a criação de um novo aterro sanitário, dentro das normas do Marco Regulatório do Saneamento. A parceria público-privada (PPP), com duração de 30 anos, exige altos investimentos nos primeiros cinco anos, e a gestão dele teria cumprido seu papel de fiscalização e cobrança.
Por fim, o ex-prefeito afirma que Igor Normando precisa assumir as responsabilidades de sua gestão e parar de atribuir à administração anterior dificuldades que, segundo Edmilson, são fruto da falta de preparo e planejamento da atual equipe.
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