Arthur Virgílio pede justiça em julgamento de Bolsonaro e critica possível perseguição política

Ex-senador defende julgamento justo de Bolsonaro e critica possível perseguição política.
Redação O Poder
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O ex-senador, ex-deputado federal e ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, manifestou-se sobre o iminente julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em vídeo divulgado nesta quinta-feira (6), nas redes sociais, Virgílio, que foi adversário político de Bolsonaro na Câmara dos Deputados, defendeu o direito a um julgamento justo.

“Está se aproximando o momento em que o STF vai julgar o ex-presidente Jair Bolsonaro. Vejam como eu sou absolutamente tranquilo em relação à minha participação nesse caso. Era meu adversário na Câmara dos Deputados, mas eu não suporto arbitrariedade sobre ninguém, nem contra os meus adversários”, afirmou Virgílio.

O político amazonense invocou os ensinamentos de seu avô, Arthur Virgílio, sobre a importância do direito à defesa plena em qualquer julgamento. Comparou a possível pena de 17 anos mencionada para Bolsonaro com o caso de Suzane Richthofen, condenada a 16 anos por participação no assassinato dos próprios pais.

Virgílio também comentou sobre a declaração do ministro Luís Roberto Barroso a respeito de três ministros que estariam em dúvida sobre como votar no caso. “Eu imagino que se eles vão votar é porque não estão levando em conta antipatia, simpatia, não estão levando em conta coisa alguma, estão levando em conta também os autos”, pontuou.

O ex-prefeito de Manaus questionou a solidez das provas contra o ex-presidente: “Se houver prova, cabal, cabal, não é uma coisa que não tem assinatura, minuta de golpe que não tem assinatura”.

Ao longo do vídeo, Virgílio enfatizou repetidamente seu desejo por justiça, independentemente do resultado. “Eu estou interessado em ajudar a acabar com as perseguições no Brasil. Não se faz política com perseguição, se faz política com amplitude”, defendeu.

Ele alertou que o STF poderia perder prestígio caso o julgamento seja percebido como injusto ou politicamente motivado. “Seria esquisito, com uma linha esmagadora de brasileiros, tirar uma conclusão e, por ventura, a casa perder um pouco de respeito fazendo algo que estaria tramado há muito tempo”, argumentou.

“Eu me curvo à justiça se eu entender que é justiça. Se eu entender que é injustiça, vou continuar falando e clamando, porque o que acontece com um hoje pode acontecer comigo amanhã”, concluiu Virgílio.

Veja o vídeo:

https://www.instagram.com/p/DG3TYeLPTAH/

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