Prefeita de Maués gasta mais de R$ 15 milhões sem licitação com aluguéis de imóveis e igreja

Prefeita de Maués firma contratos milionários sem licitação, gerando dúvidas sobre a transparência na gestão dos recursos públicos municipais.
Redação O Poder
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Com apenas dois meses à frente da Prefeitura de Maués, a prefeita Macelly Veras já firmou mais de cinco contratos diretos, sem processo licitatório, somando aproximadamente R$ 15,5 milhões. A informação consta em publicações do Diário Oficial Eletrônico e tem chamado atenção de órgãos de controle.

Nos últimos dias, a gestão assinou três novos contratos de aluguel de imóveis, totalizando R$ 186 mil. Entre os locadores estão uma instituição religiosa e duas pessoas físicas, conforme registros do Departamento de Licitações e Contratos do município.

Um dos contratos envolve a Igreja Evangélica Assembleia de Deus, que vai receber R$ 78 mil pelo aluguel de um imóvel. O termo de ratificação da contratação foi publicado em 21 de fevereiro. O documento afirma que o processo foi conduzido conforme a legislação vigente, mas não detalha qual será a função prática do espaço para a administração pública.

Além da igreja, a prefeitura também fechou contrato com Isabela Augusta Souza de Moraes, no valor de R$ 60 mil, para locação de um imóvel destinado a funcionar como depósito da Secretaria Municipal de Governo. Já Éder Júlio da Silva Cruz alugou outro prédio para instalação do Centro Educacional Batista Emanuel (Cebem), sob responsabilidade da Secretaria de Educação, por R$ 48 mil.

Todos os contratos têm duração de 12 meses e foram embasados na nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/21). A prefeitura alega que os trâmites legais foram cumpridos e que não há irregularidades.

No entanto, o volume de contratações diretas em curto período, sem processos licitatórios convencionais, tem levantado dúvidas sobre a transparência na gestão dos recursos municipais. Algumas dessas despesas, especialmente relacionadas ao carnaval, sequer foram divulgadas oficialmente.

Diante da situação, há expectativa de que órgãos de fiscalização, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), cobrem esclarecimentos da prefeita nas próximas semanas.

Leia mais: Prefeitura de Maués contrata empresa recém-criada por R$ 3,7 milhões sem licitação

Carregar Comentários