“Estamos contra um regime de urgência que não se justifica”, critica vereador Rodrigo de Sá

Vereador critica aprovação de empréstimo de R$ 2,5 bilhões pela Prefeitura de Manaus e questiona transparência na gestão dos recursos.
Redação O Poder
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O vereador Rodrigo de Sá (PP) fez duras críticas à aprovação de um empréstimo de R$ 2,5 bilhões, que, segundo ele, comprometerá 40% do orçamento anual da Prefeitura de Manaus. O parlamentar questionou o uso dos recursos, apontando que a medida poderia ser mais uma tentativa de cobrir “rombos” financeiros e não de realizar investimentos concretos para a cidade.

“Quando é para alegar o costume, a bancada, a base, o prefeito sabe fazer muito bem, como a não utilização do telão para a votação, porque é costume da casa votar de maneira manual, mas na hora de utilizar o costume para o que é de fato o que acontece no dia a dia da casa, não, vamos mudar, vamos inverter a pauta”, disse, referindo-se à forma como a votação foi conduzida.

O vereador destacou que o valor do empréstimo representa quase um quarto do orçamento anual da Prefeitura e questionou o que foi feito com os outros recursos. “O empréstimo compromete 40% do orçamento da Prefeitura de Manaus, e isso se presta a pagar dívidas, a investimentos. Certamente, ao que tudo indica, isso não é para que Manaus tenha investimentos concretos, mas para cobrir um rombo, principalmente da gestão anterior e processos eleitorais”, afirmou.

De Sá também falou sobre a urgência do empréstimo, argumentando que, embora não seja contra investimentos, é contra a falta de transparência e a ineficiência na gestão dos recursos. “A gente não é contra a população, pelo contrário, a gente é a favor de uma gestão transparente, uma gestão eficiente, uma gestão que se pauta pela moralidade, pela publicidade dos seus atos, pela prestação de contas com a população”, disse o vereador.

Ele destacou que a cidade carece de infraestrutura básica, como rede de esgoto e drenagem, além de outras melhorias estruturantes que, segundo ele, não foram realizadas durante o primeiro mandato do prefeito David Almeida. “Nem 30% da cidade de Manaus tem rede de esgoto, e a população paga a tarifa de esgoto na conta de água. Buracos a céu aberto em toda cidade de Manaus. Não existe drenagem nessa cidade. Ou seja, não foi feito nada estruturante em quatro anos”, criticou.

O vereador também fez um apelo sobre o impacto das decisões políticas na população de Manaus. “Nós não perdemos a eleição, nós estamos aqui, nós ganhamos a eleição. E, infelizmente, a população fez essa escolha, mas ela está pagando o preço agora. Mas a gente vai continuar trabalhando pela população da cidade de Manaus”, declarou, reforçando que o posicionamento contra o empréstimo é em defesa da transparência e do futuro da cidade.

Ele finalizou dizendo que a oposição não está contra a população, mas sim contra um regime de urgência que, segundo ele, não se justifica e um pedido de empréstimo que comprometerá 40% do orçamento da cidade. “Nós somos contra um regime de urgência que não se justifica e somos contra um pedido de empréstimo que vai comprometer em 40% o orçamento”, concluiu Rodrigo de Sá.

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