O Ministério Público do Amazonas (MPAM) lançou, nesta sexta-feira (28), o projeto institucional “MPAM Acolhe”, com o lema “Construindo pontes, fortalecendo direitos”. A iniciativa tem o objetivo de estreitar os laços com a sociedade, especialmente com os movimentos sociais, promovendo ações de proteção aos direitos e unificando o combate à violência de gênero no estado.
O lançamento ocorreu no hall do auditório Carlos Alberto Bandeira de Araújo e contou com uma roda de conversa entre representantes de entidades como o Movimento de Mulheres por Moradia Orquídea (MMMO), a Casa Miga – Centro de Referência de Acolhimento para pessoas LGBTIAPN+ e a União Brasileira de Mulheres no Amazonas, além de órgãos públicos e coletivos femininos. O evento discutiu temas como a participação feminina na gestão pública, educação de gênero e a modernização dos canais de denúncia do MPAM.
Compromisso institucional
A procuradora-geral de Justiça, Leda Mara Albuquerque, destacou que a iniciativa representa um esforço para fortalecer o diálogo entre o MPAM e a sociedade.
“É importante que ouçamos essas entidades para acolhê-las e avançarmos no enfrentamento à violência de gênero. Nossa atuação com a Lei Maria da Penha é interseccional e precisa englobar diversas áreas do Ministério Público.”
Já a corregedora-geral, Silvana Nobre Cabral, ressaltou a necessidade de proximidade com a sociedade, considerando que o Amazonas ocupa a quarta posição nacional nos índices de violência de gênero e feminicídio.
“Quando temos grandes metas a serem alcançadas, o contato com a sociedade civil se torna ainda mais essencial para um trabalho eficaz dos promotores e procuradores de Justiça.”
A subprocuradora-geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, Anabel Vitória Mendonça, destacou que o projeto fortalece ações já desenvolvidas pelo órgão, como as do Núcleo de Autocomposição do Ministério Público (Nupa), que atua na justiça restaurativa e mediação de conflitos.
Reuniões mensais e impacto social
O “MPAM Acolhe” promoverá reuniões mensais com grupos minoritários vítimas de violência, proporcionando um espaço de escuta e colaboração na defesa dos direitos.
Para Cristiane Sales, representante do MMMO, a parceria com o MPAM chega em um momento essencial.
“Nosso movimento reúne 400 mulheres chefes de família que lutam contra a violência. Ter o Ministério Público ao nosso lado fortalece essa luta.”
O projeto busca criar uma cultura de confiança e colaboração, ampliando o alcance das ações do MPAM na defesa da dignidade e segurança das mulheres e demais grupos vulneráveis no estado.
Leia mais: Prefeitura de Maraã é investigada pelo MPAM por gastos milionários com festa da cidade