O Ministério Público Federal (MPF) decidiu arquivar a investigação que apurava se o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teria importunado uma baleia jubarte durante um passeio de jet ski em São Sebastião, litoral de São Paulo, em junho de 2023.
De acordo com a decisão, embora Bolsonaro tenha se aproximado do animal a uma distância inferior à recomendada, não foram encontradas evidências de que ele tivesse a intenção de molestar ou causar dano ao cetáceo. A procuradora da República Maria Rezende Capucci ressaltou que a aproximação excessiva poderia ter colocado em risco a vida dos próprios envolvidos.
O caso veio à tona após a divulgação de vídeos nas redes sociais que mostravam o ex-presidente pilotando um jet ski a menos de 15 metros da baleia, no Canal de São Sebastião. O Ibama chegou a aplicar uma multa de R$ 2.500 pelo episódio, já que as normas ambientais determinam que embarcações motorizadas devem manter uma distância mínima de 100 metros de baleias.
O advogado de Bolsonaro, Paulo Amador da Cunha Bueno, comemorou o arquivamento e classificou a investigação como “absurda”, criticando o uso da máquina estatal em um caso que, segundo ele, não possui repercussão jurídica significativa.