A proposta de aumento no número de deputados federais de 513 para 531 pode beneficiar o Amazonas com duas novas vagas na Câmara dos Deputados, mas também deve gerar um impacto de R$ 64,6 milhões anuais aos cofres públicos. A matéria, já aprovada na Câmara, segue agora para análise no Senado, onde os votos dos senadores amazonenses Omar Aziz (PSD), Eduardo Braga (MDB) e Plínio Valério (PSDB) serão decisivos.
Entre os três, apenas Plínio Valério se manifestou. Em declaração, o senador disse ser contra o aumento do número de cadeiras como está proposto. Para ele, o Amazonas tem direito a mais representantes, mas por redistribuição, sem elevar o total da Câmara. “Faz tempo que é para termos 10 deputados. Agora, aumentar mais 18 compromete toda a classe política, que não é bem vista e onera a União. A forma é que foi errada”, afirmou, sinalizando voto contrário à matéria.
Já Eduardo Braga e Omar Aziz permanecem em silêncio. Nenhum dos dois abordou o tema publicamente em suas redes sociais e suas assessorias não responderam aos questionamentos enviados pela imprensa até o momento.
Caso a proposta seja aprovada, o Amazonas passará de 8 para 10 deputados federais. A mudança também refletirá na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), que deve passar de 24 para 30 parlamentares, já que a Constituição estabelece que a casa legislativa estadual tenha o triplo da representação na Câmara Federal.
O impacto orçamentário estimado com a criação das novas vagas é de R$ 64,8 milhões por ano, segundo a Diretoria-Geral da Câmara. Os novos custos devem ser incorporados ao orçamento a partir de 2027, com a próxima legislatura.
Leia mais: Pauderney vai pedir relatoria para barrar projeto que cria Zona Franca no Distrito Federal