Após repercussão sobre a ação judicial que investiga uma possível fraude à cota de gênero nas eleições de 2020 em Manaus, os vereadores Elan Alencar (DC), Jaildo Oliveira (PV), Zé Ricardo (PT) e João Paulo Janjão (Agir) se manifestaram publicamente negando qualquer tipo de irregularidade e reafirmando confiança na Justiça.
Em nota enviada nesta quarta-feira (13), João Paulo Janjão afirmou que o Partido Agir “não cometeu qualquer irregularidade eleitoral”. Segundo o vereador, o processo está disponível para análise pública. “Nossos advogados estão acompanhando o caso de perto e tomando todas as providências legais cabíveis. Confiamos plenamente na Justiça e na transparência do processo”, disse.
O vereador Zé Ricardo (PT) declarou: “Eu não tenho nada a ver com isso. Eu fui candidato e tomo conta da minha campanha. Não sou responsável por outro candidato”. Ele criticou o que chamou de “moda” entre partidos derrotados, que, segundo ele, buscam reverter o resultado nas urnas por via judicial.
Também na terça, Jaildo Oliveira (PV) usou um tom mais enfático ao rebater a denúncia. Para ele, a ação é um “factoide” criado por adversários que perderam a eleição. “Não vamos nos intimidar. Fizemos campanhas sérias. Eles estão tentando ganhar no tapetão o que não conseguiram no voto”, afirmou.
Já o vereador Elan Alencar (DC) disse estar tranquilo quanto ao andamento do processo. “Particularmente, não cometi nenhum erro. Queriam até impedir minha posse, mas o juiz garantiu que eu assumisse como os demais colegas. Vamos exercer nosso direito à ampla defesa”, declarou. Elan afirmou ainda que a questão é de responsabilidade do partido e que acredita que a Justiça manterá o seu mandato.
A ação foi movida por partidos que alegam o uso de candidaturas femininas fictícias para burlar a cota mínima exigida pela legislação eleitoral, que determina o percentual de 30% de candidaturas de um dos gêneros. Os vereadores mencionados negam qualquer envolvimento com fraudes e destacam que suas campanhas foram feitas dentro da legalidade.
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