A divulgação de uma nova versão do mapa-múndi com o Brasil no centro, feita por Márcio Pochmann, presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), gerou forte reação entre servidores da instituição.
Em manifesto público, a Coordenação do Núcleo Sindical Chile, que representa trabalhadores da base do Complexo Chile/Horto, repudiou a iniciativa, classificando-a como uma distorção da realidade e uma ameaça à credibilidade técnica do órgão.
A nova representação geográfica, divulgada por Pochmann nas redes sociais na última quarta-feira (7), apresenta o Hemisfério Sul na parte superior do mapa e o Brasil centralizado. Segundo o presidente do IBGE, a proposta busca “ressaltar a posição atual de liderança do Brasil” em fóruns internacionais como Brics e Mercosul, além da realização da COP 30, que será sediada em Belém (PA), em novembro deste ano.
O sindicato, no entanto, vê na ação uma tentativa simbólica sem respaldo técnico reconhecido pelas convenções cartográficas internacionais. Para os servidores, o novo mapa “compromete a credibilidade construída pelo IBGE ao longo de décadas de trabalho sério, imparcial e respeitado globalmente”. A nota ainda afirma que o país enfrenta problemas sociais graves, como desigualdade, precariedade educacional e perda de competitividade, que não podem ser solucionados com “ilusões gráficas”.
