Governo Trump avalia sanção contra Moraes, mas alerta para ‘alto risco’

Governo Trump avalia impor sanções contra ministro Alexandre de Moraes do STF, mas enfrenta resistência interna sobre os riscos da medida.
Redação O Poder
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O governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, avalia a possibilidade de impor sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo informações do colunista Jamil Chade, do portal UOL. A proposta inclui medidas como suspensão de vistos e bloqueio de eventuais bens e contas mantidos pelo magistrado em território norte-americano. Fontes do alto escalão da Casa Branca confirmaram a existência da proposta, que é considerada de alto risco dentro do próprio governo republicano.

A ideia é sinalizar uma guinada na política externa dos EUA, priorizando o combate ao que Trump e aliados consideram “censura” nas redes sociais. Moraes se tornou uma figura central nesse debate ao liderar investigações sobre disseminação de fake news e regulamentação das plataformas digitais no Brasil.

O plano vem sendo impulsionado por um lobby liderado pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que mantém articulações com membros da ala mais radical do Partido Republicano. O grupo pressiona por medidas contra Moraes como forma de resposta ao Judiciário brasileiro, que atua de forma firme contra ataques à democracia e à propagação de desinformação.

Apesar do apoio dessa ala mais ideológica, setores do Departamento de Estado e da própria Casa Branca demonstram preocupação com a proposta. A avaliação é que sanções contra um magistrado da Suprema Corte brasileira poderiam ser interpretadas como interferência nos assuntos internos do Brasil, além de provocar uma reação institucional contrária aos interesses diplomáticos dos Estados Unidos.

Trump tem adotado diretrizes que cortam recursos de entidades que atuam contra a desinformação e defendem maior regulação das plataformas digitais. Nesse contexto, o Brasil aparece como peça estratégica para a extrema direita internacional, sobretudo nas eleições de 2026.

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