O vereador Rodinei Ramos (Avante) se envolveu em uma polêmica após tentar defender os mototaxistas convencionais durante coletiva na Câmara Municipal de Manaus (CMM), mas acabou gerando insatisfação entre os motociclistas que atuam por aplicativos — maioria entre os profissionais que usam motos para trabalhar na capital amazonense.
O episódio ocorreu após a apresentação do Projeto de Lei nº 339/2025, de autoria do parlamentar, que propõe mudanças na Lei Municipal nº 3.379/2024. O texto obriga as empresas de transporte por aplicativo a manterem sede física em Manaus e a contratarem exclusivamente mototaxistas regulamentados.
A medida foi alvo de protesto por parte de centenas de motociclistas por app, que compareceram à CMM na manhã desta terça-feira (10) para pedir a retirada imediata do projeto. Segundo os manifestantes, a proposta impõe burocracias desnecessárias, ameaça a atividade dos trabalhadores por plataformas digitais e privilegia os mototaxistas tradicionais.
Durante a coletiva, Rodinei Ramos afirmou:
“Quando acontece um acidente, a plataforma some e não tem aonde recorrer”, tentando justificar a necessidade de maior controle sobre as empresas do setor. No entanto, a fala pegou mal entre os trabalhadores por aplicativo, que se sentiram desrespeitados e não representados.
Gênesis Silva, um dos representantes dos manifestantes, disse que os vereadores se mostraram abertos ao diálogo e marcaram uma nova reunião para a próxima semana.
“Vamos voltar à Câmara com nossa comissão para apresentar uma proposta e ouvir sugestões”, destacou.
A proposta será analisada pelas comissões da CMM nos próximos dias, segundo o autor do projeto. No entanto, a pressão dos motociclistas por app promete aumentar até que o texto seja revisto.