O senador Omar Aziz (PSD-AM) discursou nesta terça-feira (8), no plenário do Senado Federal, para criticar a decisão da 6ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que restabeleceu uma liminar suspendendo a licença prévia concedida pelo Ibama para a pavimentação da rodovia BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO).
A decisão judicial atendeu a um pedido do Observatório do Clima, organização que, segundo Omar, “não conhece a realidade da Amazônia e nem vive os problemas da população local”.
O senador voltou a defender a obra como essencial para o desenvolvimento da região. “Uma licença é o futuro do Amazonas, de Roraima, de Rondônia. É o futuro da integração de um território gigantesco como o Brasil”, afirmou.
Omar ressaltou que não se trata da abertura de uma nova estrada, mas da reconstrução de uma via existente há mais de 50 anos. “Estamos pedindo para reconstruir, para reasfaltar uma estrada que já existe. Sem acesso, o que temos é o aumento do desmatamento e da ilegalidade. Com acesso, é possível ter comando, controle e fiscalização.”
Para o parlamentar, a ausência de infraestrutura contribui para o avanço do crime ambiental e prejudica as populações vulneráveis. “As pessoas mais humildes, os povos originários, os indígenas é que sofrem com o abandono. E o Estado só pode existir se tiver acesso.”
Omar também criticou a atuação de entidades e ativistas de fora da região que, segundo ele, se posicionam contra a obra sem conhecer a realidade local. “Há um movimento de pessoas que não querem ver essa estrada asfaltada, e são pessoas que nunca moraram e nem vão morar lá. São financiadas por órgãos que não têm nada a ver com a nossa realidade”, declarou.