MPC pede afastamento imediato do prefeito de São Luiz do Anauá (RR) por suspeita de irregularidades

Ministério Público de Contas pede afastamento de prefeito de Roraima por suspeita de desvio de mais de R$ 7,4 milhões em contratos irregulares.
Redação O Poder
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O Ministério Público de Contas de Roraima (MPC-RR) protocolou no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RR) uma representação com pedido de medida cautelar para o afastamento por 120 dias do prefeito de São Luiz do Anauá, Chicão (PP), por suspeita de graves irregularidades na administração municipal.

A investigação, iniciada a partir de uma denúncia anônima recebida em 10 de junho, aponta contratos com empresas de fachada, pagamentos indevidos e desvio de recursos públicos que somam mais de R$ 7,4 milhões. Uma das empresas, a FB Empreendimentos e Serviços LTDA, contratada por R$ 669 mil para fornecimento de material de limpeza, foi classificada como “fantasma”, com sede em uma casa de madeira sem estrutura.

Outra empresa, M. Messias da Silva, do Amazonas, recebeu R$ 3,3 milhões para manutenção da frota municipal, parte dos quais pagos com recursos do Fundeb, o que configura desvio de finalidade, segundo o MPC. Já a Dimensão Comércio e Serviços LTDA foi contratada por R$ 3 milhões para fornecimento de merenda escolar, sem comprovação da entrega dos produtos.

Também há suspeitas em contratos com o escritório Matheus B. de Abreu (R$ 336 mil) e com a Êxito Comércio e Serviços LTDA (R$ 62 mil), ambos sem evidência de entrega de bens ou serviços. O uso irregular de recursos do Fundeb para despesas nas secretarias de Obras e Saúde também foi apontado, em valores de R$ 95 mil e R$ 94 mil.

O MPC solicitou, além do afastamento do prefeito, a indisponibilidade de bens dos envolvidos, suspensão de pagamentos dos contratos investigados, notificação dos suspeitos para defesa e, ao final, a instauração de Tomada de Contas Especial. Para o órgão, a permanência do gestor no cargo representa risco à apuração e à preservação das provas.

A decisão sobre as medidas cautelares será tomada pelo Pleno do TCE-RR. A representação também foi encaminhada à Câmara Municipal, ao Ministério Público Estadual e ao Ministério Público Federal.

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