Após ser derrotada na disputa pela presidência estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) em Roraima, a candidata Jane Cruz protocolou um recurso solicitando a anulação da eleição que consagrou Benedito Paulo de Albuquerque como presidente para o mandato de 2025 a 2029. Ele venceu com 228 votos (82,91%), enquanto Jane obteve 47 (17,09%).
Jane argumenta que o processo foi marcado por falhas que comprometem sua legalidade. De acordo com a candidata, membros de sua chapa foram excluídos do pré-credenciamento e, por isso, impedidos de votar, enquanto filiados que estariam em situação irregular participaram normalmente.
“Será que nem as pessoas da minha chapa votaram em mim?”, questionou, após constatar que apenas 46 votos, além do seu, foram atribuídos à sua candidatura — apesar de sua chapa ter registrado 89 membros.
A candidata também afirmou que teve o acesso à ata do pleito e às imagens das câmeras da sede partidária negado. Segundo ela, a direção do partido alegou que os equipamentos estavam inoperantes no dia da votação.
Jane criticou ainda o uso de material de campanha do adversário na fachada da sede do partido durante o dia da eleição, além de propagandas em grupos institucionais do WhatsApp. Outro ponto levantado no recurso é o suposto tratamento desigual nas redes sociais do PT-RR, onde postagens de sua candidatura teriam sido excluídas, enquanto conteúdos dos demais candidatos foram mantidos. Ela também afirma que seu nome foi grafado de forma incorreta na cédula de votação.
Em resposta, Benedito Albuquerque repudiou as acusações. Em nota, afirmou que sua vitória foi legítima, conquistada por meio de uma campanha baseada em militância ativa e transparente, com respaldo de diferentes correntes internas do partido. Ele ressaltou que a direção nacional do PT já reconheceu oficialmente o resultado e demonstrou confiança na rejeição do pedido da adversária.