Plínio Valério defende impeachment de Moraes e diz que omissão do Senado gerou crise institucional

Senador do PSDB-AM acusa ministros do STF de extrapolarem funções e cobra postura mais firme do Senado para conter crise institucional.
Redação O Poder
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O senador Plínio Valério (PSDB-AM) voltou a criticar duramente o Supremo Tribunal Federal (STF) e cobrou uma postura mais firme do Senado diante do que classificou como excessos e perseguições por parte de ministros da Corte. Em pronunciamento recente, o parlamentar afirmou que o Supremo estaria extrapolando suas funções constitucionais e apontou a omissão do Senado como fator central para a escalada de tensão institucional no país.

“Faz sete anos que venho apontando os abusos. Apresentei PEC para limitar o tempo de mandato dos ministros, assinei pedidos de impeachment e nada. Agora, estamos vivendo a consequência da omissão: uma tempestade perfeita, como venho dizendo”, declarou.

Autor da PEC 16/2019, que propõe mandatos fixos para os ministros do STF, Plínio afirmou que sua proposta foi desfigurada durante a tramitação, e que o cenário atual é resultado da falta de reação da Casa Legislativa. Segundo ele, o Supremo deixou de ser o guardião da Constituição para se tornar um agente político.

Sem mencionar nomes específicos, o senador acusou membros do STF de cometerem crimes de responsabilidade e criticou o arquivamento de um pedido de impeachment que, segundo ele, recebeu apoio de mais de três milhões de brasileiros. “Esse silêncio institucional é grave. O povo grita, e a maioria do Senado se cala”, disse.

Plínio afirmou que tem sido cobrado constantemente por seus eleitores, mas reforçou que, sozinho, não tem poder para avançar com processos contra ministros da Suprema Corte. “Eu explico: não sou eu quem decide. Posso propor, assinar, pressionar. Mas quem tem o poder de fato é a maioria. E essa maioria, infelizmente, se recusa a agir”, lamentou.

Ao encerrar seu discurso, o senador fez um apelo direto aos colegas para que assumam sua responsabilidade. “Estamos em uma encruzilhada. Não é hora de covardia. Tenho lado, tenho compromisso com a democracia e com a legalidade. Mas preciso que esta Casa acorde. A omissão pode custar caro ao Brasil”, concluiu.

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