O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e sua família estão impedidos de entrar nos Estados Unidos, por decisão do Departamento de Estado norte-americano. Os vistos da esposa e da filha foram cancelados, e o do ministro — já vencido — não poderá ser renovado. A medida estaria relacionada ao programa “Mais Médicos”, lançado durante o governo Dilma Rousseff, quando Padilha também chefiava a pasta.
O programa é acusado de submeter profissionais cubanos a condições de trabalho análogas à escravidão, repassando apenas 10% de seus salários e enviando o restante ao regime de Cuba. A suspeita é de que parte dos recursos públicos brasileiros teria sido usada para financiar a ditadura cubana. Médicos que fugiram para outros países, incluindo os EUA, denunciaram o caso.
Segundo o governo americano, surgiram informações que tornaram a esposa e a filha de Padilha inelegíveis para vistos. A decisão foi atribuída ao secretário de Estado, Marco Rubio, que acompanhou denúncias sobre o caso. No Brasil, nenhum órgão de controle instaurou investigações relevantes sobre as acusações.