O senador Eduardo Braga afirmou nesta segunda-feira (18), em entrevista ao Portal Norte, que não disputará o governo do Amazonas em 2026 e que, ao invés disso, pretende se dedicar à reeleição ao Senado.
Segundo Braga, seu foco é atuar em ações estratégicas consideradas essenciais para o desenvolvimento do estado. Ele ressalta ainda que mantém uma missão junto à bancada federal e que diversos projetos continuam sendo sua prioridade.
O senador destacou que, embora o governador seja responsável pela execução, cabe à bancada federal o planejamento estratégico. Ele enfatizou que muitas ações ainda dependem de acompanhamento direto no Senado, reforçando que é lá que está “a chave para o futuro do Amazonas”.
Eduardo Braga encara projetos como missão no Senado
Braga explicou que seu papel no Senado é essencial para a execução de projetos estruturantes, como a pavimentação da BR-319, a segurança energética do estado, a melhoria dos aeroportos do interior e da aviação regional, além da conclusão do novo porto da Manaus Moderna.
“Eu não posso sair do senado enquanto a BR-319 não estiver asfaltada e resolvida, eu não posso sair do senado enquanto a segurança energética do Amazonas não estiver resolvida, eu não posso sair do senado enquanto a questão dos aeroportos do interior do estado e aviação regional não estiver resolvido, eu não posso sair do senado enquanto o novo porto da Manaus Moderna não estiver pronto e resolvido o problema do interior do estado”, disse.
Críticas ao veto do presidente Lula
O senador Eduardo Braga (MDB-AM) criticou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à emenda que facilitaria o licenciamento ambiental do trecho central da BR-319, rodovia que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO) e considerada estratégica para integrar a Região Norte ao restante do país.
Segundo Braga, a emenda aprovada pelo Congresso “resolveria a questão do licenciamento do trecho do meio”, considerado o mais crítico da estrada. O parlamentar destacou que Manaus é única no mundo como cidade com mais de 2 milhões de habitantes e parque industrial expressivo, ainda isolada por terra.
O governo federal propôs criar uma nova modalidade de licença ambiental, chamada Licença Ambiental Extraordinária (LAI), emitida pelo presidente e pelo Conselho da República, mas Braga afirmou que o Congresso não pode abdicar da emenda já aprovada.