O Governo do Pará, sob comando de Helder Barbalho (MDB), já realizou mais de R$ 21,7 bilhões em operações de crédito desde o início de sua gestão, em 2019.
Agora, um novo empréstimo de US$ 15 milhões (cerca de R$ 77 milhões) foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado (Alepa) no último dia 19 de agosto. O valor será repassado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e, segundo o governo, será destinado a programas de modernização administrativa, investimentos em infraestrutura e projetos voltados à sustentabilidade ambiental.
Esse novo empréstimo reacendeu debates:
➡️ De um lado, o governo afirma que os recursos são fundamentais para garantir o avanço de obras estruturantes, melhorar serviços públicos e dar continuidade a políticas de desenvolvimento regional.
➡️ Do outro, a oposição critica o volume crescente da dívida e alerta que o ônus poderá recair sobre as próximas gerações, comprometendo a capacidade financeira do Estado em médio e longo prazo.
Levantamentos mostram que parte significativa dos empréstimos já contraídos ao longo da gestão Barbalho foi direcionada a obras de mobilidade urbana, saneamento básico e saúde. No entanto, parlamentares da oposição questionam a real efetividade dessas aplicações e cobram maior transparência na execução dos contratos.
Com a aprovação mais recente, o Pará consolida-se como um dos estados da Região Norte com maior volume de operações de crédito junto a bancos internacionais e instituições financeiras nacionais. Especialistas em finanças públicas avaliam que a sustentabilidade da dívida dependerá diretamente da capacidade do Estado em manter o equilíbrio fiscal e gerar receitas que compensem os compromissos assumidos.