O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) gastou mais de R$ 625 mil para financiar a participação de 130 servidores na edição 2025 das Olimpíadas dos Servidores dos Tribunais de Contas (OTC), realizada entre 24 e 31 de agosto em Foz do Iguaçu (PR).
Somente com inscrições, foram R$ 442 mil — o que representa R$ 3,4 mil por servidor. Esse valor incluiu traslado para os eventos, jantar de abertura em churrascaria e sete diárias no Resort Grand Carimã, conhecido por hospedar presidentes e celebridades.
Uniformes, fisioterapia e treinadores custaram mais de R$ 150 mil
Além das inscrições, o TCE-AM desembolsou R$ 51,6 mil para uniformes, R$ 58,2 mil para fisioterapia esportiva e R$ 59,7 mil para treinadores em modalidades como futebol society, futsal, vôlei e basquete.
Os servidores tiveram acesso a serviços de ventosaterapia, acupuntura, liberação miofascial, quiropraxia e banheira de gelo, além de relatórios de acompanhamento sobre os atendimentos realizados.
Maior delegação entre os tribunais
O TCE-AM levou a maior delegação entre os 40 tribunais de contas do Brasil, da Argentina e do Uruguai. No fim, conquistou o bicampeonato, com 21 medalhas de ouro, 23 de prata e 15 de bronze.
A presidente do órgão, conselheira Yara Amazonia Lins Rodrigues, acompanhou toda a delegação e exaltou o desempenho. “Voltamos para desafiar, porque aqui não existe medo, não existe meio-termo. Existe determinação, união, vontade de lutar até o último segundo”, declarou.
Custos levantam questionamentos
Apesar da festa com o bicampeonato, os gastos chamaram atenção. Dos nove tribunais que informaram despesas, juntos desembolsaram R$ 1,4 milhão. Porém, onze TCEs afirmaram que não gastaram nada com a competição.
O TCE-AM justificou os valores, alegando que se trata de “procedimento padrão” e que a prática esportiva traz benefícios para a saúde e a produtividade dos servidores.
Nota do tribunal
Em nota, a corte afirmou que o investimento em esporte é uma política consolidada e que a participação só ocorre após os servidores cumprirem metas e produtividade. O órgão defendeu ainda que a iniciativa “alia qualidade de vida, disciplina e resultados positivos tanto para os servidores quanto para o serviço público”.
