Plínio Valério afirma que CPI das ONGs revelou hipocrisia e critica influência de Marina Silva

Senador Plínio Valério (PSDB-AM) critica influência de Marina Silva e revela hipocrisia de ONGs ambientalistas na Amazônia.
Redação O Poder
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Em entrevista ao Portal O Poder, o senador Plínio Valério (PSDB-AM) destacou os principais resultados da CPI das ONGs e voltou a criticar a condução da política ambiental do governo federal, que, segundo ele, tem sido fortemente influenciada pela ministra Marina Silva. O parlamentar também comentou sobre eleições futuras, os desafios da Zona Franca de Manaus e a polêmica em torno da rodovia BR-319, defendida por ele como essencial para o desenvolvimento regional.

Segundo Plínio Valério (PSDB-AM), a CPI das ONGs expôs “a falta de transparência” em repasses de recursos vindos do exterior, principalmente da Noruega, sem clareza sobre a destinação do dinheiro e seus resultados práticos na Amazônia. “Hoje não existe nada disso de forma clara. Quem manda, quanto manda, para quem manda e o que é feito com esse dinheiro. Essa foi a grande colaboração da CPI: revelar a hipocrisia e o aproveitamento que existiam. Até pouco tempo, falar de ONG ambientalista era tabu. Agora, já não é mais”, afirmou Plínio Valério (PSDB-AM).

Ele frisou que a investigação não buscou demonizar organizações sociais em geral, mas lançar luz sobre aquelas que, segundo ele, operavam como parte de uma agenda política. “ONGs que cuidam de idosos ou pessoas doentes não são o alvo. O problema são as ambientalistas que sempre foram tratadas como intocáveis, ligadas àquilo que eu chamo de ‘seita Marina Silva’”, disse Plínio Valério (PSDB-AM).

BR-319 e o peso da política ambiental

Um dos pontos centrais da entrevista foi a defesa da BR-319, rodovia que liga Manaus a Porto Velho. O senador Plínio Valério (PSDB-AM) afirmou que estudos técnicos já comprovaram a viabilidade econômica e ambiental da obra, mas que o processo está travado por decisões políticas.

“Esse estudo já reuniu DNIT, Ibama, Funai, e apontou o que precisa ser feito. Entre as medidas estão 500 quilômetros de cercas, 172 túneis subterrâneos para a fauna e fiscalização permanente. Eles concluíram que é possível. Mas o Ibama, sob a influência da ministra, não deixa avançar. Hoje, quem manda na política ambiental brasileira é Marina Silva. Nem o presidente Lula consegue decidir sem o aval dela”, declarou Plínio Valério (PSDB-AM).

Para ele, o atraso beneficia uma agenda internacional que visa “isolar a Amazônia”. O senador argumentou que a região é alvo de interesses globais, sobretudo em relação às suas riquezas minerais. “Eles sabem onde estão as nossas reservas de ouro, diamantes, terras-raras e urânio. O que querem é que fiquem intocadas até que seja do interesse deles explorar. É uma engenharia mundial que vem sendo aplicada há mais de quatro décadas”, disse Plínio Valério (PSDB-AM).

Críticas à visão ambientalista

O senador Plínio Valério (PSDB-AM) também rebateu a ideia de que a Amazônia seja “salvadora do planeta” no combate às mudanças climáticas. “Isso é uma mentira deslavada. Jogam a responsabilidade sobre nós, mas a Amazônia corresponde a apenas 1% do território global. Como é que esse 1% vai salvar o mundo?”, questionou.

Ele ressaltou que a narrativa ambientalista serve, segundo ele, para limitar o desenvolvimento da região. “É um discurso usado para manter nossas riquezas guardadas, enquanto expulsam pequenos agricultores e tentam nos isolar do progresso”, completou Plínio Valério (PSDB-AM).

Zona Franca e eleições

Sobre a Zona Franca de Manaus, o parlamentar Plínio Valério (PSDB-AM) fez questão de reafirmar sua defesa. “Eu não entendo de tributo nem de taxa, mas tenho uma assessora que entende mais de Zona Franca do que todos. O que sei é lutar por ela. A Zona Franca é o ar que ainda respiramos. Infelizmente, dependemos dela, e é minha obrigação brigar para que continue sendo uma realidade”, disse Plínio Valério (PSDB-AM).

Quanto às eleições, afirmou que prefere disputar de forma independente, sem alianças amplas que comprometam sua identidade política. “Não adianta misturar abacate com tomate. Para caminhar junto, tem que haver identidade. Até agora, não encontrei afinidade com nenhum grupo, e tampouco eles comigo. O mínimo é ter coerência”, explicou Plínio Valério (PSDB-AM).

Perspectiva política

Questionado sobre movimentações contrárias à sua pré-candidatura, o senador Plínio Valério (PSDB-AM) afirmou que encara os ataques como naturais. “São recortes, é parte do jogo político. A diferença é que não entro em disputas para aparecer em foto. O que faço é lutar pelo Amazonas”, concluiu Plínio Valério (PSDB-AM).

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