A Câmara Municipal de Monte Negro, em Rondônia, voltou a ser alvo de críticas após a divulgação dos gastos com diárias de viagem dos nove vereadores.
De acordo com dados do Portal da Transparência, somente nos primeiros meses de 2025 os parlamentares já receberam quase R$ 120 mil para custear deslocamentos alegadamente destinados a compromissos oficiais fora do município.
Até o momento, porém, não há comprovação de benefícios concretos para a população, que é quem financia essas despesas.
Enquanto trabalhadores da iniciativa privada recebem em média R$ 2.100,00 por mês, cada vereador conta com salário-base de R$ 9.000,00 e auxílio-alimentação de R$ 1.000,00, totalizando R$ 10.000,00 mensais. A disparidade tem gerado indignação nas redes sociais locais.
O campeão de gastos é Pedro Alves (PP), conhecido como “Pedrão Cabeleireiro”, que recebeu R$ 23.200,00 em diárias. Em seguida aparece a vereadora Marli Bueno, com R$ 21.700,00.
O levantamento ainda aponta: Joel Rodrigues Mateus (presidente) – R$ 17.900,00; Wagner Batista Fidelis (Waguinho da Trinta) – R$ 12.500,00; Cleiton Diogo de Oliveira (Maxixi) – R$ 11.700,00; Geraldo José Zanotelli – R$ 11.200,00; Joaquim Fernandes Pereira – R$ 11.200,00; e Antonio da Silva – R$ 9.100,00. O vice-presidente, Thonatan Libarde, não aparece como beneficiário até agora.
Outro ponto que chama atenção é a ausência de informações sobre gastos com passagens, impossibilitando saber o valor total desembolsado para as viagens.
Moradores de Monte Negro questionam a falta de resultados e apontam que serviços essenciais, como infraestrutura, saúde e educação, continuam enfrentando sérios problemas no município de 11.548 habitantes, segundo o IBGE.