Diálogo, escuta ativa e reformas estruturais foram os principais eixos da participação do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, na etapa acreana da 2ª Conferência Nacional do Trabalho, realizada nesta terça-feira (16), em Rio Branco.
O encontro aconteceu no auditório do Sebrae-AC e reuniu autoridades do governo estadual, empregadores, trabalhadores e representantes sindicais para discutir políticas públicas voltadas à geração de empregos formais e à redução do desemprego.
Segundo o ministro, o atual momento é positivo: a taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,6% em julho, o menor índice da série histórica, conforme dados do IBGE. No Acre, o cenário também mostra avanço, com redução para 7,3%, ante 8,2% do trimestre anterior.
“Nossa tarefa é manter uma grande capacidade de escuta, ouvindo empresários, trabalhadores e sindicatos, para compreender os novos desafios do mundo do trabalho. Inteligência artificial, novas tecnologias e matérias-primas já estão moldando essa realidade”, afirmou Marinho.
Investimento no Sine-AC
Durante o evento, o ministro anunciou R$ 1 milhão em investimentos destinados à reestruturação do Sistema Nacional de Emprego (Sine-AC), além da implementação da Casa do Trabalhador no estado.
Marinho ressaltou que fez questão de iniciar as etapas estaduais da conferência no Acre para reforçar a importância do processo participativo:
“Abrimos aqui para mostrar a todos os estados o grau de relevância que damos à construção do entendimento coletivo.”
Defesa de reformas e equilíbrio social
Em seu discurso, o ministro também enfatizou a necessidade de reformas estruturais para equilibrar as relações trabalhistas e sociais no país.
Ele criticou o impasse no Congresso Nacional e defendeu mudanças tributárias:
“Queremos a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até cinco mil reais. Essa é uma das reformas que o Brasil precisa para reduzir desigualdades.”
Desafios do Acre: informalidade
Apesar da redução do desemprego, o Acre ainda convive com altos índices de informalidade. Dos 350 mil trabalhadores ativos, 151 mil atuam de forma informal, segundo dados do IBGE.
Esse cenário foi apontado como um dos grandes desafios a serem enfrentados por meio de políticas públicas de qualificação profissional e geração de emprego com carteira assinada