Os governos estaduais da região Norte ficaram abaixo da média nacional no Índice de Transparência e Governança Pública (ITGP) 2025, divulgado na última terça-feira (30) pela Transparência Internacional – Brasil.
Enquanto a média nacional foi de 69,8 pontos, classificada como “boa”, a região registrou 58,6 pontos, revelando falhas graves no acesso às informações sobre obras públicas e emendas parlamentares.
O Amazonas foi o estado mais bem colocado da região, alcançando 76,5 pontos e ocupando o 9º lugar no ranking nacional, considerado “bom”.
Rondônia (15ª posição) e Pará (20ª posição) também receberam essa classificação. Já Tocantins (21º) foi avaliado como “regular”, mesma faixa de Acre (25º), Roraima (26º) e Amapá (27º), que aparecem nas últimas colocações.
Por que o Norte ficou atrás?
Segundo Amanda Faria Lima à TV Norte Amazonas, coordenadora de Integridade e Governança Pública da Transparência Internacional – Brasil:
“Os estados da região norte precisam avançar muito na divulgação de informações sobre o uso do recurso público. Isso inclui emendas parlamentares, incentivos fiscais e créditos. Embora os portais de transparência e dados abertos estejam presentes, informações detalhadas ainda são insuficientes, principalmente sobre obras públicas, que são altamente vulneráveis à corrupção”.
Principais lacunas identificadas:
- Nenhum estado divulga informações completas sobre execução física e orçamentária das obras.
- Acre, Amapá e Tocantins não apresentam informações sobre licenças ambientais.
- Apenas o Acre disponibiliza informações completas sobre suas emendas parlamentares estaduais.
- Pará não fornece nenhum dado sobre emendas.
“A população quer a informação agora, não semana que vem. É essencial que os dados sejam divulgados de maneira tempestiva, completa e compreensível, com base legal que garanta essa divulgação”, reforça Amanda.
O levantamento de transparência mostra que nenhum estado da região Norte divulga informações completas sobre a execução física e orçamentária de obras públicas.
O Amapá, por exemplo, não fornece sequer dados sobre execução orçamentária. Já no caso das emendas parlamentares, apenas o Acre divulga informações completas sobre as emendas estaduais, enquanto o Pará não disponibiliza qualquer dado.