O suplente Alonso Oliveira (Agir) deve assumir a cadeira de vereador na Câmara Municipal de Manaus (CMM), após a Justiça determinar o afastamento do titular Rosinaldo Bual (Agir) por 120 dias. A decisão ocorre em consequência da prisão preventiva de Bual, realizada nesta sexta-feira (3), durante a Operação Face Oculta, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Amazonas (MPAM).
A medida cautelar suspende as funções parlamentares de Bual e ainda inclui o bloqueio de R$ 2,5 milhões em bens e valores, além da quebra de seus sigilos bancário e telemático. Ele e sua chefe de gabinete são investigados em um suposto esquema de “rachadinha”, que consiste na apropriação de parte dos salários de assessores.
Segundo o MPAM, as investigações apontam que o esquema vinha sendo praticado de forma sistemática no gabinete do vereador. A prisão e o afastamento, segundo a Justiça, foram necessários para garantir a continuidade das apurações sem risco de interferências.
Com o afastamento, Alonso Oliveira, primeiro suplente do Agir, passa a ocupar a vaga na CMM pelo período determinado, podendo estender sua atuação caso a Justiça prorrogue a medida contra o vereador titular. Caso opte por seguir no Executivo, a cadeira ficará com Junior Nunes, hoje subsecretário de Habitação.
