“Não vou fazer parte de pacto de silêncio na Câmara”, afirma Rodrigo Guedes

Vereador Rodrigo Guedes critica suposta tentativa de blindagem na Câmara Municipal de Manaus sobre denúncia contra colega parlamentar.
Redação O Poder
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O vereador Rodrigo Guedes (PP-AM) se manifestou nesta terça-feira (7) sobre a denúncia contra o vereador Rosinaldo Bual na Câmara Municipal de Manaus (CMM), criticando o que ele classificou como tentativa de blindagem por parte da presidência da Casa e de alguns parlamentares.

Segundo Guedes, o regimento interno da Câmara, no artigo 243, determina que, recebida uma denúncia, o presidente deve levar à votação, na próxima sessão, o juízo de admissibilidade do processo. Ou seja, o plenário deve decidir se o vereador será investigado ou julgado pelo decoro parlamentar.

“Tem nada a ver com isso. Ou o presidente está mal informado pela assessoria jurídica dele e da Câmara, ou está claramente protegendo o vereador Rosinaldo Boal. Não vou fazer parte de pacto de silêncio nem de ações corporativistas”, afirmou Rodrigo Guedes.

O parlamentar reforçou que o julgamento na Câmara não tem caráter judicial, mas político, focado no decoro parlamentar. Ele citou exemplos de casos anteriores, como a cassação do deputado Arthur, em São Paulo, para explicar que elementos de processos judiciais podem ser considerados, mas a decisão final depende da visão dos vereadores sobre quebra de decoro.

Guedes disse ainda que, caso perceba tentativa de condicionar a votação a outras instâncias ou atrasar o processo, ele irá questionar pessoalmente o presidente da Câmara para garantir que a votação aconteça.

“Não tenho nada contra nem a favor do vereador. Cada vereador decide de acordo com suas convicções, mas não votar não é hipótese. A Câmara não pode empurrar com a barriga nem varrer essa sujeira para debaixo do tapete”, afirmou.

O posicionamento de Rodrigo Guedes evidencia o debate interno sobre transparência e responsabilidade parlamentar na Câmara Municipal de Manaus, em meio a denúncias que envolvem decoro e conduta ética de vereadores.

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