O Governo do Amazonas anunciou, nesta quinta-feira (16), o afastamento de servidores estaduais envolvidos na “Operação Metástase”, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Amazonas (MP-AM), em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU). A medida ocorre após o avanço das investigações que apuram fraudes em licitações e contratos na área da saúde.
Deflagrada nas primeiras horas da manhã, a operação cumpriu 27 mandados de busca e apreensão e três de prisão preventiva em Manaus (AM) e Joinville (SC). Também foram determinadas medidas cautelares, como o bloqueio de bens avaliados em R$ 1 milhão e a proibição de contratação com o poder público.
Em nota, o Executivo estadual afirmou que repudia práticas ilícitas e que os servidores citados foram imediatamente afastados. “O Governo do Amazonas reafirma que não compactua com irregularidades cometidas por agentes públicos e continuará colaborando com as investigações”, diz o comunicado.
O governo também informou que a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) tem prestado apoio aos órgãos de controle e destacou que os contratos investigados foram firmados por unidades de saúde com autonomia administrativa, modelo que já não é permitido pela atual gestão.
Segundo o MP-AM, a Operação Metástase é um desdobramento da “Operação Jogos Marcados”, deflagrada em 2024, que apurou um esquema de favorecimento e superfaturamento em contratos da saúde estadual. As apurações indicam que uma família controlava diversas empresas utilizadas para vencer licitações e firmar contratos fraudulentos com o Estado.
A CGU acrescentou que as fraudes envolveram serviços pagos, mas não executados, e que os desvios de recursos afetaram diretamente o funcionamento de maternidades e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em Manaus, prejudicando o atendimento à população do Sistema Único de Saúde (SUS).