Após a Justiça Federal do Amazonas determinar a desocupação imediata do Aeroclube do Amazonas, o deputado estadual João Luiz (Republicanos) criticou a gestão da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), responsável por solicitar a medida judicial.
Durante discurso na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), o parlamentar expressou preocupação com a falta de informações sobre o destino do Aeroclube, instituição com 85 anos de história no estado.
“Nos traz uma grande preocupação por nós não termos informações vindas da Infraero sobre como vai funcionar o aeroclube na nossa cidade, porque eles deram um prazo de alguns dias para poder desocupar e a Infraero está na administração”, declarou João Luiz.
O deputado relembrou a antiga gestão da Infraero no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, encerrada em 2022, e comparou com o atual modelo administrado pela Vinci Airports, empresa da iniciativa privada.
“Enquanto a Infraero administrou o aeroporto Eduardo Gomes nada funcionava. Nós estávamos perdendo competitividade de voos, tanto nacionais quanto internacionais. Depois que passou para a iniciativa privada nós estamos tendo um aeroporto modernizado, com mais voos nacionais e internacionais”, afirmou.
João Luiz também elogiou a administração anterior do Aeroclube, coordenada por Cassiano Ouroso, destacando a contribuição da instituição para a formação de profissionais da aviação.
“Foi uma boa administração, formando vários pilotos amazonenses que hoje trabalham em companhias regionais, nacionais e internacionais. O Aeroclube sempre teve um papel fundamental na história da aviação do nosso estado”, disse.
O parlamentar concluiu o discurso afirmando que solicitará informações oficiais sobre o plano da Infraero para o local e as novas regulamentações que serão adotadas.
Desocupação imediata do Aeroclube
A decisão judicial foi proferida pelo juiz Ricardo Augusto C. de Sales e atendeu ao pedido da Infraero, confirmando uma sentença anterior, de julho deste ano, que reconheceu o direito da estatal à posse total do terminal aéreo.
A Infraero assumiu a administração do Aeroporto de Flores em 2023, por meio de uma portaria do Ministério de Portos e Aeroportos, com o objetivo de ampliar o uso do espaço e estimular o crescimento das operações locais.
Mesmo após decisões contrárias, o Aeroclube manteve suas atividades no local, utilizando o hangar para formação de pilotos e armazenamento de aeronaves, sem autorização da Infraero e sem pagamento pelo uso da área.