Trump diz que negociações com Lula sobre tarifas “podem avançar rapidamente” durante encontro

Presidentes do Brasil e EUA discutem redução de tarifas comerciais e sinalizam avanços nas negociações.
Redação O Poder
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (26) que as negociações com o Brasil sobre tarifas comerciais “podem avançar muito rapidamente”. A declaração foi feita durante reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada em Kuala Lumpur, na Malásia, em paralelo à Cúpula de Líderes da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).

O encontro, que durou cerca de 45 minutos, foi descrito por Lula como “franco e construtivo”. Segundo o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, Trump sinalizou que poderá suspender as tarifas aplicadas a produtos brasileiros e determinou à sua equipe o início imediato de um processo de negociação bilateral.

“Vamos discutir por um tempo e provavelmente chegaremos a uma conclusão muito rapidamente”, disse Trump na abertura da reunião. O norte-americano destacou ainda que espera construir uma “relação muito boa” com o governo brasileiro.

Lula, por sua vez, afirmou que o Brasil tem “interesse em manter uma relação extraordinária com os Estados Unidos, como temos há 201 anos”. O presidente ressaltou que o diálogo visa restabelecer uma “relação civilizada” entre os dois países e reforçou a disposição para avanços na pauta comercial.

De acordo com o Itamaraty, uma nova reunião entre representantes de ambos os governos deve ocorrer ainda neste domingo (26), também na Malásia, para dar continuidade às tratativas sobre tarifas e sanções.

Trump e Lula estiveram acompanhados por seus principais assessores econômicos e diplomáticos. O chanceler brasileiro informou que o presidente dos EUA demonstrou interesse em visitar o Brasil, convite que Lula retribuiu afirmando que também pretende visitar Washington “com prazer”.

O encontro marca o segundo contato direto entre os dois líderes — o primeiro ocorreu nos bastidores da Assembleia Geral da ONU, em setembro. O diálogo vem sendo visto como um reaproximação diplomática após anos de tensão nas relações bilaterais.

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