O Comando Geral de Greve do Asprom-Sindical anunciou que realizará uma vigília contínua na Câmara Municipal de Manaus (CMM) a partir desta segunda-feira (17) até quarta-feira (19). A mobilização busca impedir que o projeto de Reforma Previdenciária da Prefeitura de Manaus seja votado novamente sem aviso prévio.
O sindicato afirma temer que o Executivo tente repetir o que aconteceu há duas semanas, quando a proposta avançou em plenário “de forma repentina”, segundo os grevistas, dificultando a presença da categoria.
A convocação orienta que professores e pedagogos ocupem as galerias da CMM nos turnos da manhã e tarde. Em comunicado oficial, o movimento reforça. “Estamos chamando toda a educação para lotar a Câmara e impedir a aprovação de um projeto que prejudica profundamente nossa aposentadoria. A concentração será às 8h. A luta é para que ninguém termine a vida trabalhando sem conseguir se aposentar.”
Categoria teme perdas financeiras com a reforma
De acordo com cálculos do Asprom-Sindical, se o texto for aprovado, os professores serão os mais prejudicados. O diretor sindical Lambert Melo afirma que as mudanças reduzirão ainda mais o valor dos benefícios.
Atualmente, embora a aposentadoria seja considerada “integral”, os profissionais já não recebem gratificações como regência de classe e vale-alimentação quando se aposentam, o que representa, segundo o sindicato, uma perda de aproximadamente 30% da renda.
“Com a nova reforma, essa redução pode dobrar”, diz Lambert. Ele exemplifica. “Um professor que ganha R$ 4,5 mil na ativa pode terminar aposentado com cerca de R$ 2 mil.”
Mesmo que a reforma atinja todos os 33 mil servidores municipais, o sindicato afirma que apenas os profissionais da educação estão mobilizados nesta etapa da discussão.
Prefeitura anuncia benefícios em meio à crise
Para tentar reduzir a tensão com a categoria, o prefeito David Almeida anunciou recentemente uma série de medidas voltadas aos professores, incluindo: Progressões de carreira; Pagamento de abono com recursos do Fundeb; Garantia de aposentadoria integral para quem já está no quadro municipal.
As promessas, porém, não diminuíram a resistência do movimento grevista, que mantém a posição de que a Reforma Previdenciária trará perdas significativas e irreversíveis.
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