David Almeida pede empréstimo bilionário em dólares às vésperas do recesso legislativo

Prefeitura de Manaus busca empréstimo bilionário em dólares para reorganizar seu passivo municipal.
Redação O Poder
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A Câmara Municipal de Manaus (CMM) aprovou, nesta terça-feira (9), o pedido de urgência para analisar o projeto que autoriza a Prefeitura de Manaus a contratar um financiamento de US$ 195 milhões junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD). Convertido pela cotação atual do dólar (R$ 5,47), o montante ultrapassa R$ 1,06 bilhão.

O texto enviado ao Legislativo integra a Mensagem 103/2025, encaminhada pelo prefeito David Almeida (Avante). Segundo o chefe do Executivo, a medida pretende reorganizar o passivo municipal, trocando dívidas antigas e mais caras por um empréstimo de longo prazo com juros inferiores.

De acordo com a justificativa apresentada, a operação “visa fortalecer o equilíbrio fiscal do município, substituindo débitos internos onerosos por crédito externo em condições mais favoráveis”.

Críticas da oposição à urgência

A votação acelerada desagradou os vereadores da oposição, que tentaram barrar o regime de urgência, mas foram vencidos pela base.

Capitão Carpê (PL) também contestou a pressa na tramitação. Para ele, aprovar o empréstimo sem debate é injustificável. “Eu até poderia apoiar a operação, mas não desse jeito. No final, quem arca com isso é a população”.

Rodrigo Guedes (PP) lembrou que a prefeitura já adotou estratégia semelhante em outras ocasiões. “É curioso, para não dizer outra coisa, que esse projeto chegue justamente no penúltimo dia de trabalhos da CMM. Ele entra hoje nas comissões e deve ser votado amanhã, no último dia de sessão. Na prática, a prefeitura apenas empurra as dívidas para frente. Isso é uma imoralidade”, declarou.

Base governista assegura avanço da proposta

A base do prefeito, orientada pelo líder do governo, vereador Eduardo Alfaia (Avante), não respondeu às críticas. Unida, garantiu a aprovação do regime de urgência. Com isso, o projeto passará pela Comissão de Constituição e Justiça e deve ser votado já nesta quarta-feira, encerrando o ano legislativo.

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