A Polícia Federal deve encaminhar ainda nesta semana ao Supremo Tribunal Federal (STF) um laudo médico apontando que o general da reserva Augusto Heleno apresenta quadro compatível com Alzheimer. Diante do diagnóstico, a recomendação será pela conversão da pena para o regime de prisão domiciliar.
De acordo com informações apuradas, a equipe médica da corporação avaliou que o local onde Heleno está custodiado possui estrutura adequada, não havendo, neste momento, falhas no atendimento às suas necessidades básicas. No entanto, os peritos destacaram que a evolução da doença pode comprometer de forma progressiva sua condição de saúde.
Por esse motivo, o laudo deve indicar a prisão domiciliar como a alternativa mais adequada ao general, que tem 78 anos. A avaliação foi realizada na última sexta-feira (12), quando peritos da Polícia Federal passaram a manhã no Comando Militar do Planalto, em Brasília, onde Heleno cumpre pena. Também foram analisados documentos e exames apresentados pela defesa.
Augusto Heleno foi condenado a 21 anos de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), ele integra o chamado “núcleo central” da trama, que também envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Durante o exame de corpo de delito, no momento da prisão, Heleno afirmou conviver com a doença desde 2018. Já a defesa sustenta que o diagnóstico formal foi confirmado apenas em 2025. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já se manifestou favoravelmente à concessão de prisão domiciliar por razões humanitárias.