Trump determina bloqueio aéreo e naval à Venezuela e condiciona medida à saída de Maduro

Presidente dos EUA anuncia bloqueio aéreo e naval à Venezuela e condiciona medida à saída de Nicolás Maduro do poder.
Redação O Poder
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a endurecer o discurso contra o governo de Nicolás Maduro e anunciou a imposição de um bloqueio aéreo e naval à Venezuela. A medida foi divulgada na terça-feira (16/12) por meio de comunicado oficial e publicada na rede social Truth.

De acordo com Trump, embarcações sancionadas pelos Estados Unidos estão proibidas de entrar ou sair do território venezuelano transportando petróleo. O presidente afirmou que o bloqueio permanecerá em vigor “até que Maduro deixe o poder”.

Na publicação, Trump acusou o governo venezuelano de se apropriar de ativos norte-americanos, especialmente no setor petrolífero, e de utilizar esses recursos para financiar atividades ilícitas, como o que chamou de “narcoterrorismo” e tráfico humano. Segundo ele, a decisão tem como objetivo proteger os interesses dos Estados Unidos.

“A América não permitirá que criminosos terroristas ou outros países roubem, ameacem ou prejudiquem nossa nação. Da mesma forma, não aceitaremos que um regime hostil se aproprie do nosso petróleo, terras ou outros ativos, que devem ser devolvidos imediatamente”, escreveu o presidente.

Apesar das acusações, Trump não apresentou provas concretas de supostos roubos de ativos norte-americanos por parte da Venezuela.

A decisão ocorre em meio ao aumento das tensões entre os dois países. Atualmente, os Estados Unidos conduzem a operação “Lança do Sul” na região, oficialmente voltada ao combate ao tráfico de drogas. Segundo autoridades norte-americanas, 26 embarcações já foram interceptadas no Caribe e no Oceano Pacífico, sob suspeita de transportar entorpecentes com destino ao território dos EUA.

No fim de novembro, Trump já havia anunciado o fechamento do espaço aéreo venezuelano, ampliando o clima de tensão e reforçando a escalada militar na América Latina.

Carregar Comentários