A ausência de assinaturas dos senadores Omar Aziz (PSD) e Eduardo Braga (MDB) no requerimento que solicita a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master provocou forte reação nas redes sociais. Até o momento, apenas Plínio Valério (PSDB) subscreveu a proposta entre os três representantes do Amazonas no Senado, o que intensificou cobranças públicas por posicionamento.
O pedido de instalação da CPMI foi apresentado pelo deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) e tem como objetivo investigar denúncias envolvendo o Banco Master, já alvo de apurações da Polícia Federal. Segundo atualização divulgada pelo autor do requerimento, a proposta reúne 196 das 198 assinaturas necessárias para ser protocolada no Congresso Nacional, faltando apenas dois apoios para avançar.
A não adesão de Omar Aziz e Eduardo Braga gerou ampla repercussão digital. Em publicações nas redes sociais, especialmente no Instagram e no TikTok, internautas passaram a cobrar explicações e questionar a postura dos parlamentares. Comentários críticos apontam que a recusa em assinar o pedido de investigação seria incompatível com a defesa da transparência e da fiscalização do uso de recursos públicos.
A pressão aumentou após reportagens nacionais revelarem possíveis conexões sensíveis envolvendo o Banco Master. Entre os pontos citados estão contratos firmados com familiares de autoridades e encontros institucionais que levantaram questionamentos sobre eventuais conflitos de interesse. Embora as investigações ainda estejam em andamento e não haja conclusões definitivas, o tema reforçou o apelo por uma apuração parlamentar.
O contexto político amplia o impacto da decisão. Omar Aziz é pré-candidato ao governo do Amazonas em 2026, enquanto Eduardo Braga deve disputar a reeleição ao Senado. Nas redes, a avaliação predominante é de que a ausência de posicionamento tende a ser explorada no debate eleitoral, alimentando uma narrativa de distanciamento em relação ao sentimento popular.
Até o momento, nenhum dos dois senadores apresentou justificativa pública detalhada para a não assinatura do requerimento. A nossa equipe de reportagem entrou em contato com as assessorias de comunicação dos senadores e aguarda o posicionamento oficial. Enquanto isso, a CPMI se aproxima do número mínimo de apoios e a pressão digital segue crescendo.