Fundo ligado ao Banco Master surge em negócios de familiares de Dias Toffoli

Investigação de fraudes envolvendo o Banco Master amplia atenção sobre familiares do ministro Dias Toffoli.
Redação O Poder
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Um fundo de investimentos citado nas investigações sobre supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master aparece associado a empresas que pertencem a parentes do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. O caso amplia a atenção em torno da apuração, que está sob a relatoria do próprio magistrado.

Até pelo menos maio de 2025, o Arleen Fundo de Investimentos figurava como sócio da Tayayá Administração e Participações, empresa responsável por um resort localizado no município de Ribeirão Claro, no Paraná. O empreendimento teve, entre seus proprietários, irmãos de Dias Toffoli — José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli.

O mesmo fundo também aparece como investidor da DGEP Empreendimentos, incorporadora imobiliária sediada na mesma cidade paranaense e que contou, em seu quadro societário, com um primo do ministro do STF.

A conexão do Arleen com o caso Banco Master ocorre por meio de uma cadeia de fundos. O Arleen integra o grupo de cotistas do RWM Plus, que recebeu recursos de fundos vinculados ao Maia 95, um dos seis fundos apontados pelo Banco Central como integrantes da estrutura suspeita ligada ao Banco Master. Apesar da ligação indireta, o Arleen não é alvo direto da investigação.

Todos os fundos citados na estrutura são administrados pela Reag, empresa que também geria fundos associados ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. A Reag é investigada na Operação Carbono Oculto, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Em nota, a defesa de Daniel Vorcaro negou qualquer irregularidade, afirmando que o Banco Master não atuou como gestor, administrador ou cotista dos fundos mencionados e que não houve envolvimento da instituição com esquemas ilícitos.

Relatoria e questionamentos

Dias Toffoli é o relator do inquérito que investiga as fraudes atribuídas ao Banco Master. Desde que assumiu o caso, o ministro determinou sigilo sobre os autos e autorizou a realização de uma acareação entre investigados e um diretor do Banco Central responsável pela fiscalização do sistema financeiro — decisão que provocou críticas no meio político e jurídico.

O Banco Master teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em 18 de novembro, no âmbito de investigações que apuram um suposto esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos, com possível envolvimento de outras instituições financeiras, incluindo o Banco de Brasília (BRB).

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