As fiscalizações continuam na fronteira do Brasil com a Venezuela, na maior parte do tempo, somente com militares das Forças Armadas e sem a presença fixa de agentes da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP). O Portal Norte esteve no município de Pacaraima, cidade distante 215 quilômetros de Boa Vista (RR), nesta terça-feira (13), e constatou a diminuição do efetivo das forças de segurança.
A medida que empregava a presença de agentes da Força Nacional durante 90 dias, foi assinada pelo então Ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, foi publicada no DOU (Diário Oficial da União) e entra em vigor na última quinta-feira (8). O objetivo da portaria é apoiar os órgãos de segurança pública estaduais e atuar na preservação da ordem.
A publicação ocorreu depois que o governo dos Estados Unidos capturou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no dia 3 de janeiro, e houve incerteza se o fluxo de entrada de venezuelanos aumentaria.
Segundo moradores da região, os agentes da Força Nacional chegam nas primeiras horas do dia e passam pouco tempo na região de fronteira.
“Eles chegam aqui, ficam pouco tempo. Tiram umas duas fotos, e depois vão embora”, disse um morador que não quis revelar a identidade.
Para especialistas em Segurança Pública, o reforço nas fiscalizações se faz necessário na região de fronteira, porque há rotas alternativas para entrada de venezuelanos no Brasil. Como trilhas que são chamadas de “trochas” que servem de atalho para que imigrantes entrem no país de forma irregular, sem passar pelas fiscalizações da Polícia Federal (PF). A reportagem entrou em contato com o Ministério da Justiça para obter mais informações sobre expediente e atuação dos agentes na região e aguarda posicionamento.
Texto e foto: Izaías Godinho