O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) determinou o afastamento institucional do promotor de Justiça do Amapá João Paulo Furlan pelo prazo inicial de 60 dias. A decisão foi tomada pelo corregedor nacional do Ministério Público, Ângelo Fabiano Farias da Costa, e inclui a abertura de processo administrativo disciplinar contra o membro do MP.
Em nota, o Ministério Público do Amapá (MP-AP) informou que tomou ciência da decisão nesta segunda-feira (12) e que irá cumprir integralmente as medidas impostas pelo CNMP. O órgão destacou ainda que o procedimento tramita em sigilo no Conselho Nacional do Ministério Público, motivo pelo qual não fará comentários adicionais sobre o caso.
O afastamento determina que o promotor fique impedido de acessar os prédios e os sistemas informatizados do MP-AP durante o período estabelecido. A medida tem caráter cautelar e poderá ser prorrogada, conforme o andamento das apurações.
João Paulo Furlan é investigado por supostos crimes eleitorais, incluindo suspeita de compra de votos nas eleições municipais de 2020. À época, o irmão do promotor, conhecido como Dr. Furlan, foi eleito prefeito de Macapá pela primeira vez.