Agenda “contra Barbalho” deve pautar disputa pelo governo do Pará em 2026

Disputa pelo governo do Pará em 2026 deve se concentrar na continuidade ou ruptura do grupo político liderado pelo governador Helder Barbalho.
Redação O Poder
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A menos de um ano do primeiro turno das eleições de 2026, a corrida pelo governo do Pará ainda não apresenta um nome claramente favorito. O cenário, no entanto, já aponta uma tendência dominante: a disputa deverá girar em torno da permanência ou da ruptura do grupo político liderado pelo governador Helder Barbalho (MDB), cuja influência tem marcado a política estadual nas últimas décadas.

Mais do que uma divisão tradicional entre esquerda e direita, a eleição paraense caminha para um embate entre forças alinhadas ao atual grupo no poder e uma frente oposicionista que tenta construir uma alternativa ao chamado “barbalhismo”. A articulação de uma agenda unificada contra a família Barbalho tende a orientar alianças, estratégias e discursos nos próximos meses.

Especialistas destacam que a força política do governador se apoia em uma ampla rede de alianças regionais, construída ao longo dos anos e fortalecida nas eleições mais recentes. Esse capital político garante presença territorial e sustentação partidária robusta, o que dificulta a consolidação de candidaturas adversárias.

Pesquisas de intenção de voto divulgadas ao longo do segundo semestre de 2025 indicaram um cenário competitivo entre a vice-governadora Hana Ghassan (MDB), nome associado à continuidade do atual governo, e o prefeito de Ananindeua, Dr. Daniel Santos (PSB), principal expoente do campo oposicionista até o momento.

Daniel Santos tem sinalizado disposição para dialogar com diferentes campos ideológicos, incluindo partidos de oposição ao governo federal, como o PL, numa tentativa de ampliar sua base e unificar forças contrárias ao grupo que hoje controla o Executivo estadual. O discurso adotado pelo prefeito busca deslocar o debate do eixo nacional e concentrá-lo na política local, apresentando-se como alternativa à permanência de uma mesma elite no poder.

No plano nacional, o contexto adiciona complexidade ao tabuleiro. O PSB, partido de Daniel, integra a base do governo Lula, enquanto Helder Barbalho é um dos principais aliados do presidente no Norte do país. Esse rearranjo pode provocar tensões internas e reconfigurar alianças tradicionais no estado.

Para a vice-governadora Hana Ghassan, os desafios não se limitam à oposição externa. Analistas apontam dificuldades na manutenção da coesão do bloco governista e resistência interna dentro do próprio MDB quanto à sua consolidação como sucessora natural de Helder. Divergências regionais e ambições individuais podem enfraquecer a unidade construída em eleições anteriores.

Do outro lado, a oposição enfrenta o obstáculo de competir com a máquina administrativa estadual e transformar o discurso de mudança em uma candidatura viável e competitiva em todo o território paraense.

Helder mira o Senado

Enquanto o debate sobre o governo segue indefinido, Helder Barbalho desponta como favorito na disputa por uma vaga no Senado Federal. Levantamentos recentes indicam ampla vantagem do emedebista, com a briga mais acirrada concentrada na segunda vaga, envolvendo nomes ligados tanto ao campo conservador quanto ao centro político.

Segundo analistas, a eleição para o Senado também deve refletir o peso das alianças regionais e a capacidade de articulação do governador, que tende a exercer papel decisivo na definição dos apoios. A expectativa é de uma disputa polarizada, com diferentes campos ideológicos tentando ocupar espaço, mas com Helder largando em posição confortável.

*Com informações do site Terra*

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