A sonda de perfuração utilizada pela Petrobras para pesquisas na bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira, será submetida a uma vistoria remota da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) entre os dias 9 e 13 de fevereiro. A unidade opera na costa do Amapá e teve suas atividades interrompidas no início de janeiro após um incidente operacional.
A inspeção faz parte de uma auditoria considerada etapa necessária para a eventual liberação da retomada da perfuração. Paralelamente, o Ibama também aguarda esclarecimentos formais sobre o ocorrido, que até o momento não foram apresentados pela estatal.
A operação foi suspensa no dia 4 de janeiro, depois do registro de um vazamento de fluido de perfuração durante os trabalhos no poço Morpho. O material teria escapado por duas linhas auxiliares que fazem a conexão entre a sonda e o poço. Segundo a Petrobras, o fluido utilizado é biodegradável e não teria provocado danos ambientais.
Apesar disso, o relatório técnico detalhando o incidente ainda não foi encaminhado aos órgãos ambientais competentes. Inicialmente, a previsão da companhia era de que a sonda ODN II, fretada da empresa Foresea, retomasse as atividades em até 15 dias, o que não se concretizou.
A Petrobras afirma que tanto a sonda quanto o poço permanecem em condições seguras de operação e que não há falhas estruturais nos equipamentos. Técnicos da estatal vêm mantendo reuniões frequentes com a ANP com o objetivo de acelerar os trâmites necessários para o retorno das atividades, mas, até o momento, não há data definida para a retomada da perfuração.
A exploração na Margem Equatorial segue sendo acompanhada de perto por órgãos reguladores e ambientais, em meio a debates sobre segurança operacional e impactos ambientais na região Norte do país.