As deputadas federais paraenses Renilce Nicodemos e Andréia Siqueira, ambas filiadas ao MDB, optaram por não assinar o pedido de criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar o escândalo envolvendo o Banco Master. A decisão chamou atenção diante da repercussão nacional do caso e das suspeitas que cercam a instituição financeira.
O pedido de abertura da CPMI busca apurar possíveis irregularidades e responsabilidades no episódio, que envolve denúncias consideradas graves e que mobilizaram parlamentares de diferentes partidos. A ausência das assinaturas das duas deputadas do Pará, no entanto, passou a ser alvo de questionamentos e críticas, especialmente entre eleitores e setores que defendem maior rigor e transparência nas investigações.
Nos bastidores do Congresso, a postura das parlamentares é vista como um movimento político que contrasta com a pressão pública por esclarecimentos. Para críticos, a não adesão ao pedido pode enfraquecer o discurso de combate a irregularidades e comprometer a imagem de independência do Parlamento diante de casos sensíveis.
Até o momento, Renilce Nicodemos e Andréia Siqueira não se manifestaram publicamente sobre os motivos que as levaram a não subscrever o requerimento. O tema, no entanto, segue repercutindo nas redes sociais e em círculos políticos do Pará, onde cresce a cobrança por posicionamentos mais firmes em relação ao caso.
A possível instalação da CPMI do Banco Master continua em articulação no Congresso Nacional e depende do número mínimo de assinaturas para avançar. Enquanto isso, a ausência de apoio de parlamentares de estados diretamente impactados pelo debate segue alimentando críticas e questionamentos sobre o comprometimento com a apuração dos fatos.