A pouco mais de dois meses do prazo decisivo para o governador Wilson Lima (União Brasil) definir se deixa o cargo para disputar o Senado, movimentos recentes no cenário político chamaram atenção. Após um período prolongado sem aparições conjuntas, Wilson e o vice-governador Tadeu de Souza (Avante) voltaram a dividir o mesmo espaço público.
Os dois participaram, lado a lado, de dois eventos oficiais, fazendo questão de registrar a presença conjunta em fotos e vídeos. O gesto, cuidadosamente observado nos bastidores, foi interpretado como um sinal de alinhamento institucional em um momento em que o calendário eleitoral começa a apertar.
Durante o lançamento de 15 editais da Fapeam voltados para 2026, Tadeu destacou o volume histórico de investimentos em ciência, tecnologia e inovação no Amazonas. Ao comentar o marco de R$ 1 bilhão aplicados na área, o vice atribuiu o resultado à continuidade administrativa, ao planejamento e ao foco em políticas públicas voltadas à população, discurso acompanhado de elogios diretos à gestão de Wilson Lima.
O governador, por sua vez, retribuiu publicamente. Em publicações nas redes sociais, Wilson fez questão de destacar a atuação do vice tanto no evento da Fapeam quanto na formatura de 550 alunos do ensino médio técnico da Fundação Matias Machline. Na ocasião, Tadeu foi homenageado como ex-aluno da instituição, em um momento simbólico que reforçou a narrativa de proximidade entre os dois.
Outro detalhe que não passou despercebido foi a comunicação oficial do evento. O aviso de pauta divulgado pela Secretaria de Comunicação do Estado (Secom) fez questão de enfatizar a presença conjunta do “governador e do vice”, reforçando a imagem de sintonia no alto escalão do Executivo.
Além de participarem juntos de eventos institucionais ao longo da semana, os dois também estiveram lado a lado, ontem, na abertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Apesar da expectativa natural em torno do calendário eleitoral, ambos evitaram qualquer declaração sobre política ou eleições, mantendo o discurso restrito à agenda administrativa e institucional.