A deputada estadual Alessandra Campelo (Podemos), Procuradora Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), utilizou a tribuna nesta quinta-feira (5) para comentar a prisão de Cleildo Barroso, conhecido como “Caçula”, presidente da escola de samba A Grande Família, suspeito de violência doméstica contra a ex-companheira.
A prisão foi realizada pela Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM) durante uma operação na quadra da escola de samba, no bairro São José, zona Leste de Manaus. De acordo com a Polícia Civil, o suspeito já havia sido preso anteriormente, em janeiro, após denúncia da vítima, mas respondia em liberdade e teria descumprido medidas protetivas, além de continuar ameaçando a mulher.
Durante o pronunciamento, Alessandra Campelo destacou que a Procuradoria Especial da Mulher acompanha o caso desde o início, oferecendo suporte jurídico e psicossocial à vítima, além de atuar de forma integrada com o Judiciário, o Ministério Público e as forças de segurança.
A parlamentar criticou duramente o fato de o agressor ter sido solto após a primeira prisão e ressaltou que ele continuou desafiando as decisões judiciais. “Ele descumpriu medidas protetivas, continuou ameaçando e achando que nada aconteceria. Mas a Procuradoria da Mulher não dorme, assim como o Ministério Público e a Justiça”, afirmou.
Para Alessandra Campelo, prisões como essa têm um efeito pedagógico importante, ao reforçar que a violência contra a mulher não será tolerada. Segundo ela, a responsabilização dos agressores é essencial para coibir novos casos e estimular que outras vítimas denunciem.
“A gente não comemora a violência, mas comemora quando um agressor é retirado de circulação. O objetivo é que nenhuma mulher precise passar por isso”, completou.
Rede de apoio às mulheres
A deputada também reforçou a importância da denúncia e lembrou que a Procuradoria Especial da Mulher da Aleam funciona como um espaço de acolhimento, orientação e encaminhamento para mulheres vítimas de violência. O órgão atende de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h, na sede da Assembleia Legislativa, e recebe denúncias anônimas por meio de WhatsApp.