Sessão do TCE-AM é marcada por troca de acusações e pedidos de investigação entre conselheiros

Embate público entre conselheiros do Tribunal de Contas do Amazonas acirra debate sobre educação no estado.
Redação O Poder
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A sessão ordinária do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), realizada nesta segunda-feira (9), foi marcada por um embate público entre os conselheiros Ary Moutinho Júnior e Luís Fabian, que trocaram acusações durante o debate de pautas relacionadas à educação pública estadual.

A discussão teve início enquanto o plenário analisava temas ligados à política educacional. Em seu pronunciamento, Ary Moutinho fez críticas duras à condução da educação no Amazonas e citou municípios que optaram por não aderir a propostas debatidas no tribunal, afirmando que a decisão teria sido acertada diante do que classificou como irregularidades no setor.

O conselheiro elevou o tom ao defender a atuação de órgãos federais nas apurações e sugerir uma investigação aprofundada sobre contratos firmados pela Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc-AM). Segundo ele, somente uma análise minuciosa poderia esclarecer os resultados negativos apresentados pela educação no estado.

No decorrer do discurso, Ary Moutinho direcionou críticas diretas ao conselheiro Luís Fabian, que comandou a Seduc entre 2019 e 2021. Ele atribuiu ao ex-secretário responsabilidade por decisões tomadas à época e questionou sua legitimidade para fazer advertências a gestores municipais, levando o debate a um campo pessoal.

Em um dos momentos mais tensos da sessão, Ary lançou um desafio público ao colega, sugerindo a quebra de sigilo fiscal, patrimonial e telefônico, afirmando que estaria disposto a se submeter às mesmas medidas.

Ao usar a palavra, Luís Fabian evitou responder às ofensas pessoais. Em sua manifestação, afirmou que não participaria de ataques verbais e ressaltou que eventuais denúncias devem ser apuradas pelas autoridades competentes, e não transformadas em embate político dentro do plenário do tribunal.

Fabian também destacou que os atos do TCE-AM estão sujeitos à fiscalização de outros órgãos e que investigações sobre a área educacional já ocorrem dentro dos trâmites legais.

Com o clima acalorado e sucessivas interrupções, a presidente da sessão, conselheira Yara Lins, precisou intervir para conter os ânimos, restabelecer a ordem e garantir a continuidade dos trabalhos.

O episódio repercutiu nos bastidores políticos e reforçou o clima de tensão interna na Corte de Contas, especialmente em temas sensíveis como a gestão da educação pública no Amazonas.

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