O prefeito de Manaus, David Almeida, fez duras críticas à Operação Erga Omnis, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas, que investiga a suposta atuação de um “núcleo político” ligado ao Comando Vermelho no estado.
A manifestação ocorreu nesta segunda-feira (23), durante evento em que o prefeito anunciou sua pré-candidatura ao Governo do Amazonas. Na ocasião, ele classificou a operação como “tão autêntica quanto uma nota de R$ 300”, questionando a ausência, segundo ele, de apreensões de drogas, valores em dinheiro ou prisões de traficantes.
A operação resultou na prisão da chefe de gabinete do prefeito, Anabela Freitas, na última sexta-feira (20). Ao comentar o caso, David Almeida afirmou que a servidora é inocente e disse que irá defendê-la. O prefeito também sugeriu que a ação policial teria motivação política, insinuando que o objetivo seria desgastar sua imagem pública.
Durante o discurso, ele questionou a condução das investigações e cobrou a divulgação de nomes e provas relacionadas ao suposto envolvimento de integrantes do tráfico. Segundo o prefeito, a operação não apresentou elementos concretos que justificassem a dimensão da ação.
As declarações repercutiram nos bastidores políticos. Enquanto aliados defendem maior transparência na condução do caso, opositores avaliam que a fala do prefeito pode tensionar a relação institucional com os órgãos de investigação.
Até o momento, a Polícia Civil não se manifestou sobre as declarações. A investigação segue em andamento, e o episódio amplia o debate sobre os desdobramentos políticos da operação e seus possíveis impactos no cenário eleitoral de 2026.