Wilson Lima reúne base e secretariado e prepara anúncio que pode redefinir eleições de 2026 no AM

A definição prometida pelo governador deve ser anunciada ainda nesta semana. Seja qual for o caminho escolhido, a decisão tende a redesenhar as alianças e influenciar diretamente o tabuleiro eleitoral no Amazonas
Redação O Poder
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Wilson Lima reúne aliados e secretariado para definir futuro político e rumos do União Brasil
O governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), convocou para esta segunda-feira (2/3) uma série de reuniões estratégicas que devem influenciar diretamente o cenário eleitoral de 2026 no estado. No centro das discussões está uma decisão aguardada há semanas: permanecer no comando do Executivo até o fim do mandato, em janeiro de 2027, ou renunciar no início de abril para disputar um cargo nas próximas eleições.

O primeiro encontro, marcado para a sede do União Brasil, no bairro Adrianópolis, reúne prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, ex-gestores e parlamentares da sigla. Wilson preside o diretório estadual do partido e pretende alinhar o discurso e a estratégia da legenda diante do novo quadro político. Além de tratar do próprio futuro, o governador quer discutir o fortalecimento das chapas proporcionais, com foco na ampliação das bancadas na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e na Câmara dos Deputados.

Atualmente, o União Brasil mantém representação federal com Fausto Júnior e Pauderney Avelino — este último na condição de suplente de Saullo Vianna. A proximidade da janela partidária pode provocar mudanças no quadro, o que também entra na conta das articulações do grupo.

Balanço administrativo e pressão por entregas
Ainda nesta segunda, Wilson se reúne com o secretariado estadual para uma avaliação interna da gestão. A expectativa é de cobrança por resultados e aceleração de entregas ao longo de março. Mesmo diante da indefinição eleitoral, o governador busca imprimir ritmo às ações administrativas e consolidar uma marca política no período que antecede o prazo final para eventual desincompatibilização.

O vice-governador Tadeu de Souza deve participar da reunião. Ele é apontado como nome natural para assumir o governo caso Wilson opte pela renúncia. O alinhamento entre os dois se intensificou nos últimos meses e culminou na recente filiação de Tadeu ao Partido Progressistas, movimento interpretado como parte da engenharia política para 2026.

Dois caminhos possíveis
Nos bastidores, o cenário mais comentado é o de uma candidatura de Wilson Lima ao Senado. Para isso, ele precisaria deixar o cargo até o início de abril. A estratégia incluiria o apoio da Federação União Progressista à candidatura de Tadeu à reeleição ao governo.

Por outro lado, fatores recentes podem alterar esse desenho. O Partido Liberal (PL), que era considerado peça importante numa eventual aliança, sinalizou que pretende lançar candidatura própria ao Executivo estadual, adotando uma postura independente. O reposicionamento da legenda gerou ruídos e levou aliados a avaliarem a conveniência de Wilson permanecer no governo e atuar como articulador político do grupo.

A definição prometida pelo governador deve ser anunciada ainda nesta semana. Seja qual for o caminho escolhido, a decisão tende a redesenhar as alianças e influenciar diretamente o tabuleiro eleitoral no Amazonas.

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