A abertura do ano letivo da Escola de Contas Públicas do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), realizada nesta quinta-feira (5), em Manaus, reuniu algumas das principais lideranças políticas do estado e acabou chamando atenção pelo clima de cordialidade entre nomes que estão no centro das articulações para as eleições de 2026.
Participaram do evento o governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), o senador Omar Aziz (PSD), o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Roberto Cidade (União Brasil), e o vice-governador Tadeu de Souza (PP).
Antes do início da solenidade, Wilson Lima e Omar Aziz se encontraram no local e trocaram cumprimentos em clima descontraído, com abraços e conversa informal. Em seguida, ambos passaram a cumprimentar outras autoridades presentes.
A recepção das autoridades foi feita pela presidente do TCE-AM, Yara Amazônia Lins, que recebeu os convidados na entrada do evento.
O encontro ocorreu em meio a um momento de intensa movimentação nos bastidores da política amazonense. Nas últimas semanas, ganhou força a possibilidade de o deputado Roberto Cidade integrar uma eventual chapa majoritária nas eleições de 2026.
Nos bastidores, o nome do presidente da Aleam é apontado como possível candidato a vice-governador em uma chapa encabeçada por Omar Aziz. A articulação teria ganhado espaço após o governador Wilson Lima anunciar que permanecerá no cargo até o fim do mandato e não disputará uma vaga no Senado, cenário que também impactou as projeções sobre o papel do vice-governador Tadeu de Souza no pleito.
Na quarta-feira (4), durante um evento de filiação do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) no Amazonas, Omar Aziz comentou sobre a possibilidade de ter Roberto Cidade como companheiro de chapa. O senador fez elogios ao parlamentar e destacou a relação política construída ao longo dos anos.
“Tenho uma relação muito boa não só com ele, mas com a maioria dos deputados estaduais. São pessoas que sempre se relacionaram muito bem comigo”, afirmou.
Apesar dos elogios, Omar ressaltou que a definição de uma chapa majoritária ainda depende de articulações políticas e construção entre os partidos aliados.
Enquanto não há anúncio oficial, gestos e encontros públicos entre as lideranças seguem sendo observados como sinais do tabuleiro político que começa a se desenhar para as eleições de 2026 no Amazonas.